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Resenha (87) - Zoo


Sinopse:
Algo está acontecendo na natureza
Uma misteriosa doença começa a se espalhar pelo mundo. Inexplicavelmente, animais passam a caçar humanos e a matá-los de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se dissemina apenas entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação também mostram suas garras e as vítimas se multiplicam.
A humanidade é presa fácil
Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz assiste a escalada dos acontecimentos. Ele já previu esse cenário alarmante há anos, mas sempre foi desacreditado por todos. Depois de quase morrer em uma implausível emboscada de leões em Botsuana, a gravidade da situação se mostra terrivelmente clara.
O fim da civilização está próximo.
Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais, sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal. Mas, acima de tudo, é necessário descobrir o que está causando todos esses ataques, pois eles se tornam cada vez mais ferozes e orquestrados.
Em breve não restará nenhum esconderijo para os humanos...


Leões fogem do zoo e observam L.A
O livro foi lançado em 2012 nos estados unidos e já ultrapassou a marca de 4 milhões de cópias vendidas é sucesso de crítica e rendeu uma série de sucesso da CBS, que por sinal é muito boa. Patterson é figurinha carimbada em ranks de mais vendidos mundo afora e coleciona livros de sucesso, principalmente no gênero em que é melhor, o suspense mesclado com doses leves de fantasia e uma escrita rápida e direta.

Por tudo isso, resolvi dar mais uma chance ao autor que me decepcionou amargamente (até agora) em Bruxos e Bruxas. Pensei comigo, um livro que originou uma série tão boa, e ainda por cima é tão bem falado e vendeu tão bem não pode ser tão ruim, certo? Mais ou menos. .

Sim a escrita de Patterson que o tornou famoso está lá, da mesma forma direta e envolvente, agradável de ler e fácil de compreender. Mas seus defeitos também estão lá. Os saltos no tempo sem explicação, a irritante falta de detalhes sobre a trama, mais irritante ainda a falta de aprofundamento dos personagens e do cenário que envolve a história. Depois dessa segunda prova do autor cheguei à conclusão que ele tem ideias excelentes, mas é preguiçoso para fazer pesquisa ou simplesmente escreve pra vender, uma mini fábrica de livros baseados em boas e vendáveis ideias mas que no fundo são meio vazios. Como as novelas mexicanas, não tem um enredo complexo, mas conseguem agradar e prender a atenção da maioria das pessoas.

Porém esse tipo de história não serve para mim. Em Bruxos e Bruxas me decepcionei, mas é uma ficção de fantasia, um mundo imaginado onde tudo é possível, então dá para relevar e continuar curtindo a novela. Mas em um livro de ficção-cientifica onde o autor se aprofunda em questões reais da ciência, da sociedade como um todo e do indivíduo humano, não pode ser tão raso como foi Zoo. O aprofundamento e principalmente a pesquisa detalhada sobre os assuntos abordados têm de estar presentes.

Cena da Série.
São tantas falhas que no livro que daria para resenhar somente as falhas. A história continua sendo excelente. Um apocalipse que não envolve zumbis já merece atenção e quando juntamos o gancho do porque os animais de repente resolvem se juntar contra os humanos a coisa fica ainda mais interessante, mas parou por ai. Ficou no interessante, o resto é um amontoado de ideias, saltos no tempo, cenas que ou não têm sentido ou passam a um sentido totalmente irracional ou fora do contexto real do nosso mundo. O que salva no livro é o ritmo frenético, a boa ideia e a sensação de ser um livro de ficção, que mesmo odiando Patterson em vários trechos, me fez ler o livro até o final.


A história começa no zoológico de Los Angeles. Observamos o que parece ser um dia normal de trabalho de um dos tratadores responsável pela Jaula dos Leões, porém não era um dia normal para os Leões. Contra todas as expectativas, ou melhor, contrariando todo o comportamento conhecido da ciência sobre os felinos gigantes, a dupla de leões do zoo ataca o tratador e fogem do local, indo se refugiar em matas próximas.

Em seguida acompanhamos Oz, um ex-promissor biólogo que investe praticamente todo o seu tempo atual em uma frenética tentativa de provar que os animais selvagens estão sofrendo uma espécie de mutação em seu comportamento social, a princípio mais evidente nos leões por exemplo. Provar suas desacreditadas teorias parece ser uma tarefa impossível e ele está à beira de desistir, até que recebe uma ligação de um colega africano solicitando sua ajuda para investigar acontecimentos considerados impossíveis nos felinos da região.

Cena da Série.
Na África ele consegue finalmente as provas de que precisa para chamar a atenção da sociedade e principalmente dos políticos americanos e do mundo todo para o problema. Lá ele também descobre que, seja qual for a razão do comportamento agressivo e estranho, também está afetando os outros animais, não somente os leões. Até mesmo os répteis estão agindo estranho com relação aos seres humanos. Apesar dos avanços, Oz mal consegue voltar para casa com vida e é obrigado a fugir das autoridades locais que tentam impedir o escândalo que iria prejudicar o turismo da região. Ajudado por Chloe Tousignant, uma ecologista francesa salva por Oz na sua expedição africana, ele consegue voltar aos Estados Unidos, porém sua luta está só começando e parece não haver mais tempo de identificar o problema e salvar a humanidade do caos ou até mesmo da extinção.


Adorei a história criada por Patterson. Um apocalipse animal não é algo que vemos todos os dias e por ter fugido da ideia comum de meteoros ou zumbis já se tornou uma história muito interessante. As cenas dos ataques também estavam ótimas concedendo suspense e ação na medida certa.

Difícil falar sobre o que não gostei. Foram muitas as coisas que me incomodaram mas acho que as coisas que mais se destacaram foram a falta de detalhes sobre o problema, os lapsos de tempo entre uma passagem e outra e o pouco aprofundamento dos personagens. Os acontecimentos com relação ao macaco ilegal de Oz também são dignos de nota, pois no mundo real as consequências teriam sido bem complicadas.


Trechinhos:

“Por alguma razão que eu ainda não havia identificado, estava ocorrendo uma espécie de reação evolucionária interespécie orquestrada contra o Homo Sapiens. Em outras palavras, alguma coisa fazia os animais enlouquecerem, e o momento de reagir se esgotava mais depressa do que o suprimento de varinhas de plástico numa convenção de leitores de Harry Potter.”

“Fiquei sem ação, fumegando de raiva. Queria explicar como era irracional a ideia de simplesmente exterminar os cachorros, mas me contive. Era hora de ir embora. Precisava voltar a Nova York e redobrar meu trabalho de pesquisa, fazer todo o possível para entender tudo aquilo antes que o Exército começasse a bombardear animais com napalm.”

“Era mesmo um zoológico, pensei, fechando o chuveiro, observando a rua abaixo pelas grades da janela. Só que agora começava a parecer que o Homo sapiens era o único animal confinado em jaulas.”

“Estacionado em frente ao nosso prédio, havia um veículo de combate Humvee camuflado, com um soldado de prontidão na metralhadora no topo. Para um translado discreto, imaginei.”

James Patterson
Conclusão:
Uma história que tinha tudo para ser um bom livro mas que foi prejudicada pela falta de detalhes e pela escrita preguiçosa do autor. O livro não chega a ser um desperdício de tempo, mas não crie expectativas muito grandes pensando que irá ler um bom título sy-fi apocalíptico porque essa não é a proposta de Zoo.

Autor: James Patterson
Livro: ZOO (ZOO)
Editora: Arqueiro (Grand Central Publishing)
Ano: 2015 (2015)
Páginas: 288
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