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Poema do Fim de Semana #2

Shakespeare escreveu, ou melhor, tem creditado a ele a autoria de 154 sonetos e praticamente todos são aclamados pela crítica, sendo o mais famoso o soneto 18, que irei colocar aqui em outra ocasião.

Para quem não sabe, os sonetos têm origem na Itália em meados do século XIII e alcançou sua perfeição um século depois nas obras do poeta italiano Francesco Petrarca. A palavra soneto vem da língua italiana e significa pequena canção.

Os sonetos são bonitos, porém extremamente difíceis de serem escritos. São várias as regras para que um poema seja classificado como soneto. Sua definição oficial é: 'Um soneto é um poema lírico de catorze versos, escritos em pentâmetro iâmbico.' Se como eu, você não faz ideia do que seja isso, vale a pena pesquisar no google e aprender mais sobre as técnicas e as definições, quem sabe até mesmo arriscar escrever alguns versos, afinal no mundo da poesia, os sonetos, são considerados por muitos o estilo mais belo e romântico.

Soneto I - William Shakespeare
From fairest creatures we desire increase,
That thereby beauty’s rose might never die,
But as the riper should by time decease,
His tender heir might bear his memory:
But thou, contracted to thine own bright eyes,
Feed’st thy light’st flame with self-substantial fuel,
Making a famine where abundance lies,
Thyself thy foe, to thy sweet self too cruel.
Thou that art now the world’s fresh ornament
And only herald to the gaudy spring,
Within thine own bud buriest thy content
And, tender churl, makest waste in niggarding.
Pity the world, or else this glutton be,
To eat the world’s due, by the grave and thee.
Dos mais belos seres, queremos mais,
De tal forma que não finde jamais a rosa da beleza.
Mas enquanto as mais maduras decrescem com o tempo,
Seus rebentos jovens possam relembrar suas memórias:
Mas tu, contratada a seus lindos olhos,
És auto-suficiente na luz de tua chama com a tua beleza,
E crias a fome, onde está a abundância,
Inimiga de ti mesma, tu, que és tão doce, a ti mesma tão cruel.
Hoje frescamente ornamentas o mundo,
E pareces a única capaz de anunciar a abundância da primavera,
Mas eis que dentro de teu próprio botão enterras tua essência,
E, tolinha, ocasionas um desperdício na natureza,
Tem pena do mundo, ou então isso seria egoísmo,
Consumir o quinhão que ao mundo se deve, e isto ao túmulo, e a ti mesma.

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