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Resenha (72) - O Fogo - Bruxos e Bruxas



Sinopse:
Você pensou que seria um conto de fadas?
Whit e Wisty Allgood sacrificaram tudo para liderar a Resistência contra o regime sanguinário que governa o mundo. O líder supremo, O Único Que É O Único, baniu tudo o que havia de bom: livros, música, arte e imaginação. Mas o poder dos dois irmãos parece estar longe de conseguir deter O Único, e agora ele executou a única família que eles tinham.
Você não vai encontrar O Único aqui.
Wisty sabe que o momento se aproxima. Em breve ela estará cara a cara com O Único. A sua bravura e o seu dom canalizam ainda mais poder para esse ser, que já é invencível. De que maneira ela e Whit poderão se preparar para o confronto iminente com o implacável vilão que devastou o seu mundo – antes de ele se tornar verdadeiramente onipotente?
Nem sempre seremos felizes depois que acabar.
No impressionante terceiro livro da série Bruxos e Bruxas, a tensão está maior do que nunca – e as consequências mudarão tudo.

Se acompanhou a série até aqui, então sabe que Wist tem um irmão, o Whit e que ambos são jovens mágicos em um mundo onde a magia é banida e considerada crime, assim como qualquer manifestação de arte ou criatividade ou até mesmo alegria. Se quiser saber mais um pouco sobre a série, confira nossa resenha dos dois primeiros volumes aqui e aqui.

E não passe desse ponto se não quiser spoilers. É impossível falar sobre um livro 3 de uma série sem contar coisas que aconteceram nos livros anteriores, portanto se não leu Bruxos e Bruxas e o Dom não avance nessa resenha.

O Fogo é o terceiro livro da série Bruxos e Bruxas, um livro com muitas promessas já que é um ponto alto da história com a batalha final entre Wist e O Único e em como os irmãos Allgood conseguirão se livrar das garras do regime opressor ao qual são submetidos, depois de perderem todos os seus amigos da resistência e também, depois de perderem os seus pais, brutalmente assassinados pelo Único.

O livro segue a mesma linha de escrita corrida, contando os fatos sem muitos detalhes e sem se aprofundar nas emoções dos personagens ou nos cenários. De certa forma isso ajuda a manter o leitor preso na história pois ficamos em constante estado de tensão com o ritmo frenético em que os fatos se desenrolam. Os capítulos, como já é costumeiro, alternam entre a visão de Wist e a visão de Whit.

Os irmãos Allgood estão separados devido aos acontecimentos que ocorreram durante a execução de seus pais e cada um segue um rumo separado por um tempo, até que With encontra sua irmã cuidando de pessoas doentes em um trabalho como enfermeira apenas para descobrir que ela está doente e que muito provavelmente vai morrer em breve.

Refugiados com a população abandonada e em situação de extrema miséria, With tenta lidar com seus fantasmas (inclusive um de verdade da namorada morta) e tenta encontrar uma forma de salvar sua irmã, enquanto a Wist só resta sobreviver de uma doença que aparentemente é impossível se curar. A conclusão da profecia, onde os irmãos supostamente deveriam salvar o mundo da Nova Ordem nunca parece tão distante.


O ponto forte do livro é o mesmo da saga como um todo. Distopias onde há um estado repressor e uma resistência fraca, porém ativa, formada por jovens corajosos sempre irá chamar a atenção. Se esses jovens possuem mágica então, a fórmula é perfeita para atrair a atenção e esse universo é o que mais gostei de Bruxos e Bruxas e de O Fogo.

Sinceramente não gosto muito dessa saga, pelo menos não ainda. Acho fraca a forma como o autor conta a história, além do tema um pouco batido e me incomoda o ritmo acelerado imposto por ele em diversas passagens do livro. Por causa disso muita coisa fica sem explicação ou mal contada e isso diminui e muito a experiência de imersão no universo do livro. Essa técnica de escrita é, sem dúvida, o que menos gostei no livro além da reaparição de diversos personagens ‘mortos’. A dinâmica e a atenção aos sentimentos e personalidades dos personagens foram um pouco melhoradas, mas ainda ficaram longe do ideal.

Acesse o link e veja o texto da entrevista sobre O Fogo.

Trechinhos:

“Mas são... Enfeites para o feriado? E pior: enfeites quebrados. Mas é claro. Agora o globo de neve faz sentido. E os chifrinhos de rena. – Eles não são...lindos? – Pearl pergunta com um suspiro, maravilhada. Tenho de admitir que são bonitos mesmo, de vidro brilhante espatifado e luzes coloridas quebradas. ”

“Quando percebo o que estão cantando, é como se uma flecha atingisse meu peito. “Noite... feliz. ” Mesmo enterrado em tanta dor e saudade, vejo o rosto expressivo do meu pai cantando a letra dessa música na véspera do Feriado, e ouço a voz doce da minha mãe cantarolando o refrão. Um soluço fica estacionado em minha garganta enquanto acompanho a melodia familiar com um sussurro e lágrimas escorrem por minhas bochechas. ”

“ Guarde suas mentiras para alguém que esteja interessado – ele diz. – Sei muito bem quem é você, Wisteria Allgood, e você está preste a ter algumas horas muito interessantes; as últimas de sua vida. Engulo em seco, imaginando os atos terríveis que podem ser desempenhados por uma mente doente e alguns objetos pontiagudos, mas ainda não me conformo: como é que ele sabe? Será que Byron me dedurou – de novo? “

James Patterson

Conclusão:
Conforme a história se desenrola, não pude deixar de pensar na pergunta com a qual começa a sinopse do livro, “você pensou que seria um conto de fadas?”. Sinceramente não pensei e não esperava um conto de fadas, mas quando conclui o livro foi mais ou menos com a sensação de ter lido uma clássica história de final feliz que eu fiquei. Desnecessário dizer que mais uma vez nessa saga, fiquei com vontade de algo melhor e triste por ver o que talvez fosse uma boa história sendo mal contada.

Autor: James Patterson
Livro: O Fogo (The Fire)
Editora: Novo Conceito (Little Brown and Company)
Ano: 2014
Páginas: 272

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