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Resenha (71) - A Guerra dos Fae


Sinopse:
Jayne é uma adolescente rebelde e desbocada. Não se encaixa em lugar algum. Sem dinheiro e sem rumo, ela e seu colega de escola Tony fogem de casa e encontram outros jovens em situação semelhante. Uma misteriosa organização oferece-lhes dinheiro para participarem de um estranho e suspeito experimento envolvendo uma competição. Sequestrados e lançados numa sinistra floresta repleta de seres sobrenaturais assustadores, os garotos precisam enfrentar perigos inimagináveis e vencer a prova, quando Jayne descobre-se possuidora de dons especiais de que nunca suspeitou, poderes de que precisará desesperadamente, para sobreviver num mundo paralelo ao mundo real… o mundo dos Fae.
Abandone-se à leitura desta fantasia surpreendente, repleta de ação, suspense, magia e muito humor, escrita por um dos grandes talentos contemporâneos da literatura jovem.

Os FAEs. Na história eles encontram
dois fae parecidos com trolls. 
Adoro a capa desse livro. A garota brilhando de forma mágica entre as árvores antigas me remetem a bons momentos com livros e jogos de fantasia e RPG. E a capa foi o que me conquistou para começar a ler A Guerra dos FAE.

O livro não decepciona apesar de não ser tão legal quanto a capa. A história é bem montada, mesmo não sendo nenhuma novidade o fato de termos jovens que são sequestrados a um mundo diferente e mágico, onde têm de lutar para se salvar e talvez salvar esse mundo junto com eles. Apesar de ser uma ambientação comum o autor conseguiu fugir dos clichês e desenvolveu um enredo interessante e divertido, fácil de ler de uma tacada só do começo ao fim.

Os personagens também são bons, principalmente os dois protagonistas. Vivendo ao que parece ser uma ‘friendzone’, Tony é um baluarte de força e proteção com relação a Jayne, apesar de seu jeito tímido e inseguro, típico de jovens muito introvertidos. Jayne é a figura central do livro e esbanja adolescência rebelde para todo lado, com tudo o que essa fase da vida tem de melhor. Além disso ela também é a
mais forte no que poderíamos chamar de magia.

Bom enredo, muita ação e um mundo diferente e fantástico. Sem se aprofundar muito, o autor conseguiu prender minha atenção para dar sequência na série. Nesse primeiro livro não dá para saber muita coisa sobre os eventos que irão se desenrolar mais a frente e isso, por si só, já é motivo suficiente para querer ler a continuação.

Monstros chupadores de sangue são alguns
dos inimigos que irão enfrentar.
A história começa com Jayne e Tony programando sua fuga de casa. Na verdade com Tony programando o resgate e a fuga de Jayne da casa dela, ele va
i junto pois não consegue ficar longe da amiga e sente que precisa protege-la. A garota sofre abusos e Tony sabe de tudo através de um método pouco convencional que nem mesmo ele sabe direito como adquiriu, afinal consegue invadir os pensamentos da amiga quando esta está em momentos de tensão, mesmo que não queira estar lá.

Após convencer Jayne a fugir com ele, os dois embarcam em uma viagem até encontrar um galpão abandonado onde vivem outros jovens que, por motivos dos mais diversos, se encontram na mesma situação que eles, ou seja, moradores de rua.

Os dois começam a se adaptar ao grupo até que resolvem participar de uma seleção para um trabalho experimental, que vai pagar uma quantia razoável de dinheiro, onde todos resolvem entrar. Porém esse trabalho vai se revelar na verdade uma espécie de sequestro e os dois, junto com seus novos amigos, vão se encontrar em um mundo impossível repleto de criatura estranhas, selvagens e perigosas. A única forma de escapar é terminar o percurso e seguir as regras que foram impostas a eles, porém os perigos que irão enfrentar estão além de sua imaginação e podem levar a sua morte.


O que mais gostei do livro foi a personagem Jayne. Ela é forte, tem uma grande personalidade e é uma típica adolescente, sem essa onda de tornar os mais jovens meio inocentes demais. O autor acertou muito na personagem dela. Também gostei do universo criado, porém nos é apresentado muito pouco para julgar se é bom ou ruim.

Não gostei do clichê friendzone criado entre os dois protagonistas. Parece que todo livro infanto-juvenil e jovem adulto tem que ter uma situação parecida. É claro que é somente o primeiro livro e isso pode mudar ainda, mas mesmo assim poderia ter evitado isso. Também queria mais detalhes sobre os Faes sem ter que ler o segundo livro.

Trechinhos:

“Dizer que eu estava perplexa seria pouco, mas a análise desse acontecimento intrigante teria de esperar até que não houvesse mais a possibilidade muito real de que o cérebro de bosta do Brad fosse morrer pelas mãos do meu melhor amigo surtado.”

“Senti Tony chegar do outro lado e pegar na minha mão. Entrelacei os dedos com os dele, feliz por estar ao meu lado. Acho que eu estava até mais disposta a lutar por ele do que por mim. Era minha culpa nós estarmos aqui, para começar. Foi o cavalheirismo dele, despertado pelos meus problemas de família ridículos, que nos fez fugir de casa.”

“- Hello, você fala com as árvores!
- Lá isso é verdade. Mas tenho certeza de que é só aqui. É óbvio que essa floresta é mágica. Eu não falo com árvores em casa. – Não sabia bem se o fato de eu estar aceitando a presença do sobrenatural com tanta facilidade era uma coisa boa. Eu tinha a sensação de que deveria ser mais cética.”

“Uma porta se abriu do outro lado da sala, e uma fila de fae começou a entrar carregando travessas de comida, pratos e talheres. Em poucos minutos, cada um de nós tinha um prato transbordando de comida e um copo de bebida gelada. Finn abriu um sorriso imenso quando um anão pôs uma cerveja gelada na mesa à sua frente.”
 
Elle Casey
Conclusão:
Me diverti! O livro é bom a história é boa e os personagens são bons! É difícil julgar um livro que faz parte de uma série, pois a história está longe de terminar, mas para um primeiro livro esse cumpriu o seu papel e me convenceu a continuar acompanhando Tony e Jayne nessa estranha terra dos fae pelos próximos 6 livros (Já lançados pela autora lá fora e vem mais por ai).

Autora: Elle Casey
Livro: A Guerra dos FAE – As Crianças Trocadas (War of FAE – The Changelings).
Editora: Geração Editorial (Barnes and Nobles)
Ano: 2013 (2012)
Páginas: 288

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