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Dilma Machado Fala Sobre Os Segredos de Wintercraft

Tradutora da série Os Segredos de Wintercraft fala sobre os livros e como foi traduzir a obra.


Considero um presente cada livro que recebo para traduzir, e Wintercraft foi uma surpresa muito agradável, pois não imaginava que iria mergulhar tão profundo no mundo misterioso, sombrio e mágico de Kate Winters; um mundo que nem ela mesma conhecia; o mundo dos mortos. Acho que a autora, Jenna Burtenshaw, e eu temos muito em comum por nos interessarmos pelo mesmo tipo de temas: “o sobrenatural, o pós-apocalíptico ou histórias nas quais a sociedade foi corrompida ou não deu certo”. (palavras de Jenna). E são esses elementos encontrados em sua trilogia, que contém segredos sobre a capacidade de manipular a alma e de se comunicar com os mortos.

O leitor não irá se deparar apenas com espíritos, fantasmas, o bem e o mal: características de uma ficção sobrenatural. O mais relevante, para mim, são a amizade e a confiança que tecem toda a história, mostrando claramente que verdadeiros amigos podem mudar a vida um do outro e que os inimigos nem sempre são o que parecem ser. Kate, Edgar e Silas são os personagens que traçam bem esse perfil.

Jenna inspirou-se na atmosfera que encontramos nos cemitérios vitorianos com suas estátuas, pedras talhadas e árvores contorcidas, para criar Fume, a cidade-cemitério. Ela descreve os locais, as pessoas e as paisagens com muitos detalhes, o que, às vezes, me deu certo trabalho para traduzir.  No entanto, sua prontidão em responder aos meus e-mails para sanar minhas dúvidas foi maravilhosa. Não houve um só momento em que eu tivesse que esperar muito tempo para que obtivesse uma resposta bem descritiva dela. Sinto-me realmente conquistada pela autora e seduzida pela trilogia.

Muitos podem ficar curiosos sobre o título, assim como eu fiquei, e a resposta é: Wintercraft é um nome inventado. “Winter” se refere à família Winters na história – assim como o fenômeno que acontece quando as pessoas usam as técnicas escritas no livro (o frio se espalhando pela pele, cobrindo-a de gelo…). “Craft” se refere ao uso das habilidades sobrenaturais, meio parecido com “Witchcraft” (bruxaria).


A história começa com o tio de Kate Winters – uma Dotada que tem a habilidade rara de ver através do véu entre a vida e a morte – sendo levado pelos guardas de Albion, assim como um dia aconteceu com os pais dela. Ela está determinada a salvá-lo, porém é caçada por um inimigo mais perigoso ainda: Silas Dane, um assassino que acredita que Kate é a única pessoa que poderá ajudá-lo a acabar com o próprio pesadelo. No entanto, ele não é o único com planos para ela. A Noite das Almas se aproxima, e a cidade-cemitério de Fume guarda a chave do destino de Kate e de seus entes queridos: o livro de Wintercraft.

Ao ser acusada de matar a líder dos Dotados, Kate é caçada por sua própria espécie, assim como Silas é caçado pelos Guardiões Sombrios (título do segundo livro). A conexão insolúvel entre os dois gera interesse do Continente, que inicia uma guerra contra a ilha de Albion, um país devastado pela guerra. Eles precisam deter as forças do mal ou poderão ser dominados pela teia que cerca o Wintercraft.

No terceiro e, supostamente, o último livro – na minha opinião há margem para a história continuar –, a maior inimiga de Kate precisa dela para libertar os espíritos das rodas de pedra e derrubar o véu. Todas as vezes que Kate liberta um espírito de uma das rodas, Albion torna-se mais visível. Vamos conhecer muito bem Dalliah Grey, o que ela quer de Kate e o que acontecerá com Silas e Edgar.

Silas, que no primeiro livro é visto como inimigo, nos surpreende cada vez mais até chegarmos a um final inesperado. Confesso que me apaixonei por esse personagem excepcionalmente difícil e leal.


Gostaria muito que Wintercraft fosse para as telas dos cinemas! E tenho certeza de que o leitor irá concordar comigo após ler essa trilogia instigadora!

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