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Companhia das Letras Anuncia Coleção de José J. Veiga

Confira o comunicado da editora referente a publicação da obra de José Veiga.

É com grande satisfação que anunciamos a vinda da obra de José J. Veiga para a Companhia das Letras neste centenário do nascimento do escritor goiano.

Romancista e contista entre os mais importantes e influentes da segunda metade do século XX no Brasil, Veiga nasceu na zona rural entre Corumbá de Goiás e Pirenópolis. Essas antigas cidades mineradoras lhe inspiraram a composição de lugares ficcionais como Manarairema, vilarejo que é cenário de seus dois primeiros livros — Os cavalinhos de Platiplanto (1959) e A hora dos ruminantes (1966). Com eles, a Companhia inicia a reedição da obra completa de Veiga, expoente da literatura fantástica no Brasil, cuja escrita singular no entanto questiona os rótulos usuais do chamado “realismo mágico”. 

Veiga foi pioneiro do fantástico no Brasil, vários anos antes do boom latino-americano. Sua obra versa principalmente sobre a natureza das relações humanas nas “cidades mortas” do interior profundo, mas também em utopias inventadas, com destaque para os mecanismos de opressão da vida social. A libertação e a transcendência proporcionadas pela irrupção da fantasia em meio à realidade mais comezinha é uma das chaves-mestras do maravilhoso mundo veiguiano. Como afirma Antonio Candido sobre Os cavalinhos de Platiplanto, “são contos marcados por uma espécie de tranquilidade catastrófica”: o absurdo evidente das situações inesperadas revela o absurdo do cotidiano. Em A hora dos ruminantes, livro de forte conotação política lido por Cristóvão Tezza como “uma espécie de referência e síntese” da obra de Veiga, é possível ouvir ecos de Kafka e Pirandello, mas também de Guimarães Rosa e Murilo Rubião. O sertão, de repente, se transforma em outros mundos para expor faces insuspeitas da literatura e da realidade.

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