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Flora Hen

A moderna fábula coreana com 2 milhões de exemplares vendidos que está conquistando corações em todo o mundo.

Prepare-se, leitor, para se comover, chorar e, fechada a última página, voltar à primeira, cheio de vontade de ler de novo e pensar no quão bela e difícil é a vida nessa terra. Mas também como é enriquecedor tirar lições valiosas das coisas que acontecem e poder seguir em frente, confortado pela esperança. Ainda que com lágrimas no rosto.

Alguns livros marcam seu tempo e seguem vida afora emocionando gerações inteiras. É o caso de O pequeno príncipe, de Antoine de Saint- Exupéry, escrito há 71 anos, o terceiro livro mais traduzido depois da Bíblia. Ou de Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, de 1970. O primeiro, escrito originalmente para crianças, encanta também adultos por seu conteúdo filosófico e poético. O segundo, ao tratar da liberdade, tocou com delicadeza em tema central de nossa existência.

“Leafie” (derivado de Leaf, “folha”), “A galinha que sonhava que podia voar”, título do original coreano, ou “Sprout” (broto), na versão inglesa, ganhou entre nós o título de Flora Hen. Flora é uma galinha poedeira, condenada a apenas botar ovos que jamais chocará e que sonha, na verdade, não só com a liberdade (voar), mas também em chocar um ovo, ser mãe.

De seu posto no galinheiro, ela olha com inveja todos os demais bichos da granja, até que, enfraquecida, ela é retirada de sua gaiola para ser descartada — para morrer. Mas não é isso o que acontece: ela cai no mundo, enfrenta a indiferença ou a hostilidade dos outros bichos,torna-se mãe do ovo de outra e, de peripécia em peripécia, corajosa como só ela, nos encanta com sua coragem e suas fantásticas lições de vida.

Eu jamais havia lido um livro em que uma personagem tão doce e carismática fosse um animal tão prosaico quanto uma galinha. Daí que o mistério deste livro reside no fato de que sua autora, Hwang Sunmi, conseguiu colocar na personagem tanta doçura e grandeza que o resultado não poderia ser outro: 2 milhões de exemplares vendidos só na Coreia!

Ali, Flora se tornou heroína nacional. Conquistou crianças e adultos, confortou deprimidos, levantou o ânimo de fracassados, reaproximou enamorados e animou empreendedores que o consideraram tão estimulante quanto A arte da guerra, de Sun Tzu. A vida pode ser dura e cruel e há sempre uma doninha — ou um leão, ou a máquina urbana neurótica — prontos para nos engolir. No entanto…

Pois é, sempre há um “no entanto”. Flora se rebela contra a tradição, a indiferença pelo sofrimento alheio, o egoísmo, a violência dos predadores, o medo, os preconceitos e condicionamentos da vida em sociedade. Ela enfrenta o mundo cruel, luta por sua liberdade, briga para superar-se, defende seu bebezinho das durezas da vida. E vence? Bom, para isso você precisa ler o livro. Ele tem ressonância universal e uma personagem inesquecível, capaz de lhe ensinar muitas coisas em poucas palavras, tocando sua mente e seu coração. Se chorar muito ao final, não se envergonhe. É por meio da catarse, já pregavam os gregos, que purgamos nossos defeitos e podemos seguir em frente, transformados, pelos insuspeitos e perigosos caminhos da vida.

Ler é Mais

Lorem ipsun