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Vanessa da Mata Fala Sobre Seu Primeiro Livro

Cantora lança seu primeiro romance "A Filha das Flores" e lê um trechinho durante a entrevista. Confira o vídeo clicando no link abaixo e saiba mais sobre o romance de Vanessa.

Entrevista TV Cultura com Vanessa da Mata

Em Outubro a Autora e Cantora concedeu entrevista ao Portal G1 sobre o lançamento do seu livro:

G1 - Qual sua relação com esse Brasil rural, do interior, que aparece tanto em suas músicas, como agora no livro?
Vanessa da Mata - Minha relação é total, eu cresci nele. Tenho uma intimidade, um respeito e uma liberdade que eu acho que só acontece no Brasil rural, que é quando você está nos melhores anos da sua vida, com tanta energia, descobrindo o mundo, e você tem a liberdade de percebê-lo com mais nuances, mais colorido.

G1 - Isso é o que teria de biográfico nesse livro?
Vanessa da Mata - Sim. Eu fui uma criança muito doente, entre quatro e 12 anos, e, por causa disso, desenvolvi uma imaginação fértil para poder sair do meu universo que era triste. Perdi um rim, tive toxoplasmose, febre reumática, que me fez tomar benzetacil durante muito tempo, cólicas renais absurdas. Foi muito punk. O que eu tinha de remédio para minha existência ficar mais divertida e não entrar numa depressão infantil era ler, o que não era um hábito familiar, e, felizmente, tive uma escola que dava livros para ler. Isso foi ótimo para mim, pois foi descobrir um mundo que naquele momento era muito mais fácil de morar. Daí começou a ideia de querer escrever um dia. Lembro de tomar banho, ficar toda arrumadinha na porta de casa, pegar um livrinho de cabeça para baixo, fingindo que estava lendo na frente das pessoas. Era como se estivesse tomando um passe, recebendo poderes.

Confira a entrevista completa no Portal G1


De uma olhadinha também na capa e na Sinopse.

Giza cresceu à beira de uma estrada que liga o norte e o sul do país. Sua geografia familiar, no entanto, pouco ultrapassa os limites da casa de infância, onde foi criada em meio às plantações de flores, ao pé do jardim. Os buquês e arranjos que lá eram preparados abasteciam toda a região, aproximando Giza de um universo de gente que ama, é rejeitada e morre, cada circunstância pedindo a sua própria flor. Assim, a menina, vivendo à sombra das tias, duas garotas que já encantavam os homens do vilarejo, encontrava seu jeito de vencer as cercas de casa. Mas, se das flores ela colecionava as histórias, das tias ela ganhava um vislumbre da vida adulta, que Margarida e Florinda, a despeito de serem pouco mais velhas, pareciam abraçar com naturalidade. Quase como uma estrangeira na casa, Giza passa a infância navegando pelos códigos e subentendidos da família, à beira de algo que ela parece prestes a compreender. Dona de uma imaginação prodigiosa, ela preenche esses espaços com doçura, humor e leveza, que a autora soube captar num estilo vivo e vibrante. Mas a menina cresce. E começa a saber de seu corpo, de suas vontades e de seus arredores. Viajando no carro que usa para entregar flores, ela ultrapassa os limites impostos pela família e chega a uma vila, lugar sobre o qual pairam histórias tenebrosas, e que ela passará a frequentar em busca de uma vida mais terrena.







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