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Polêmica nas Plataformas de Autopublicação

A pouco tempo um site de tecnologia americano fez uma denuncia nada amistosa contra a Amazon. Com o titulo que afirmava que a amazon ganha "ganha dinheiro com imundice" o site denunciou os diversos livros encontrados na sua plataforma para autores amadores com conteúdo pedófilo, agressivo e abusivo.

Uma série de veículos repercutiu a história, incluindo os jornais The Guardian e Daily Mail, desvendando como autores conseguem burlar filtros e fazer esse tipo de obra ser vendida, mesmo sendo proibidas pelas políticas dos sites.

A Kobo chegou a tirar todos os livros autopublicados do ar no Reino Unido e disse que só os porá à venda novamente quando resolver a situação. A cadeia de livrarias britânica WHSmith, que distribui publicações pela plataforma da Kobo, tirou o site inteiro do ar porque parte dos livros em questão estava em seu catálogo.

Embora pornografia não seja ilegal - muito menos escrever sobre ela -, há restrições quanto ao tema nas lojas de livros digitais. Na Amazon, por exemplo, eles deixam claro: "Não aceitamos pornografia ou representações ofensivas de atos sexuais" - mas não é nenhuma tarefa difícil encontrar esse tipo de material por lá.

Os autores usam os próprios filtros das lojas para burlas as regras. Livros sobre relações sexuais entre pai e filha são colocados na seção infantil, palavras-chave são trocadas e os nomes dos livros, também - "In Too Deep with My Daughter", por exemplo, virou "In Too Deep" e na capa o autor avisa que o título original consta apenas dentro do livro; a obra, inclusive, pode ser encontrada na Amazon britânica.

Ao noticiar sobre a polêmica, Laura Hazard Owen, do GigaOM, põe o dedo na ferida das lojas ao lembrá-las que é preciso primeiro decidir que tipo de publicação pode ser considerada pornografia ofensiva. Afinal, elas fizeram fortuna com a trilogia "50 Tons de Cinza", que vai por caminho semelhante.


Fonte: (http://olhardigital.uol.com.br/noticia/38249/38249)


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