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Resenha (18) - Os Amantes do Ano 3050

Os Amantes do Ano 3050
Sinopse:
Escaping the religious tyranny of a 31st-century Earth by a fluke assignment to the planet Ozagen, linguist Hal Yarrow found that the worst of Earth had followed him - Pornsen, his personal Guardian Angel, vigilant for any evidence of sin or wrong thinking. Conditioned by a lifetime of submission, Yarrow would have accepted Pornsen's constant spying as an unpleasant necessity and lost himself in the study of the language of Ozagen's intelligent dominant race, the Wogglebugs... but then, hidden in ancient ruins built by humanoids long vanished from the planet, he found Jeanette, a not-quite-human fugitive. For a Believer like Yarrow, unconsecrated contact with any female was forbidden - and love for an alien was unthinkable. But to Yarrow, in every way that counted, Jeanette was warmly and bountifully human. So Yarrow sought the aid of the amiably tolerant Wogglebugs to keep his harboring of Jeanette a secret - and at the same time concealed from his alien allies Earth's farreaching plans for them and their unexploited planet. Yet there was one secret Yarrow did not know and could not imagine... the very special nature and needs of the woman he loved!

“A história da ficção cientifica possui três marcos importantes. A Máquina do tempo, de H.G Wells, que nos abriu o mundo da quarta dimensão; A Cotovia do Espaço, de E.E. Smith, que lançou o homem para fora do sistema solar; e Os Amantes do Ano 3050, de Philip José Farmer, que libertou autores e leitores do tabu do sexo na ficção cientifica. De repente se descobriu que era possível viajar no tempo e para qualquer parte do Universo. E que, por ser científica, essa ficção não devia ignorar um dos fatos mais elementares da biologia, a reprodução. Do sexo para o amor, foi um passo. A Lalitha de Farmer (Lilith?) não é mais uma frígida heroína seminua, perseguida por um absurdo monstro de olhos esbugalhados.”
Fausto Cunha (O Dia da Nuvem).
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Quando peguei o livro, em um pacote gratuito da livraria cultura que baixei assim que adquiri meu Kobo (falarei dele em breve) não dei muita atenção. Não conhecia o autor nem mesmo o título, que na minha versão (vide capa) está apresentado de forma reduzida. Pelo título, deduzi erroneamente que se tratava de um romance qualquer cheio de clichês ou pornografia gratuita e o que é pior, antiga e fora de época. Como me enganei!

O livro não tem nada de brega ou apelativo e posso assegurar com certeza que é um dos melhores livros de ficção cientifica que já li. Bem construído, com um ótimo enredo, um romance bem feito e real, humano (sem trocadilhos afinal a moça é uma ET), com invasão e conquista interplanetária e seres desenvolvidos e muito bem descritos de outro planeta. O Romance que dá título ao livro é um mero adendo à uma excelente história de ficção, é como a cereja no bolo ou o fio que amarra todos os outros e isso só torna a história rica e gostosa de ler.
Este livro proporcionou o primeiro prêmio do autor.

Na história nos deparamos com Hal Yarrow, um linguista que é enviado a outro planeta recém descoberto em uma missão de reforçar as comunicações com a raça de alienígenas que ali vive e consequentemente descobrir seus pontos fracos e fortes para uma futura invasão.
A vida de Hal é totalmente controlada pelo estado (se leram alguma vez 1984 de George Orwell verão muitas ideias semelhantes) e neste novo mundo ele pela primeira vez pode sentir um pouco do gosto de liberdade.
Junto com a liberdade vem um romance com uma linda mulher que somente o futuro será capaz de dizer se é humana ou alienígena.

Pontos positivos:
  • Clássico da ficção científica.
  • Linguagem fácil de entender.
  • Abrangente em vários temas.
  • Boa estrutura bom enredo.
  • Final imprevisível.


Pontos negativos:
  • É antigo, portanto tem ideias antigas.
  • Não agrada quem não gosta de ficção.
  • Eu particularmente queria outro final.


Trechinhos:
“Era uma mulher sempre nova e sempre bela, fazendo-o perceber, pela primeira vez, que a companheira de um homem poderia tonar-se linda. Talvez ela o fizesse perceber que um ser humano podia ser bonito. E, tudo que irradia beleza contém alegria, se não para sempre, pelo menos durante muito tempo.”
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Conclusão:
Eu adoro ficção. Adoro viajar nas palavras de um autor dotado da capacidade de criar a mágica através de um simples texto. Não é a toa que adorei este livro e recomendo para todos que gostem do gênero.


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