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Novo Trabalho de Laurentino Gomes

Autor anunciou em seu blog seu mais novo trabalho que terá como tema a escravidão no Brasil.

O jornalista paranaense Laurentino Gomes tem um espaço cativo em minha estante e na minha lista de melhores escritores nacionais. Suas obras retratam algo muito pouco valorizado, praticamente esquecido no popular brasileiro e raramente compreendido. Falo da história nacional! Mas não a história mal contada e manipulada dos livros escolares que tentam, sem muito sucesso, colorir feitos comuns e muitas vezes ruins em algo bom, heroico e maravilhoso.


A escravidão retratada por Debret: passivo histórico
Com uma habilidade impressionante para traduzir informações consideradas complexas e massantes pela maioria em um texto agradável e divertido de ler, o autor conseguiu despertar o interesse de milhões de brasileiros pela história de nosso país. Vender aproximadamente 2 milhões de livros somente no Brasil, e ainda por cima livros sobre história, é um fato digno de prêmio. Laurentino Gomes derrubou uma barreira ao fazer o povo sem memória e que não lê, se interessar por um livro de história.

Não é a toa que após o lançamento de 1889, livro que trata da proclamação da república do Brasil, muito se especulou sobre quais seriam os planos do autor para seus novos trabalhos. E essa espera finalmente terminou!

O autor divulgou em seu blog que está trabalhando em uma nova trilogia que promete se tornar uma referencia assim como se tornaram seus livos sobre o período imperialismo no país. Dessa vez, o jornalista irá tratar do espinhoso tema 'escravidão', vergonha nacional esquecida na hipocrisia nativa de nosso povo. A obra está prevista para ter o primeiro livro lançado em meados de 2019 e tem a garantia do autor de que irá conter a mesma imparcialidade e pesquisa de seus outros livros.
Confira abaixo na íntegra o texto divulgado em seu blog. Agora é esperar o lançamento e aproveitar mais essa que promete ser a primeira aula de verdade sobre a história da escravidão que a maioria dos brasileiros irá ter.

"Desde o lançamento do meu último livro, 1889, sobre a Proclamação da República, leitores e amigos tem me perguntado com frequência qual seria a minha próxima obra. São muitos os temas que me atraem na história do Brasil. Por isso, relutei por algum tempo a dar uma resposta conclusiva. Chegou a hora de desfazer o mistério. Meu novo projeto editorial é uma série de três livros sobre a história da escravidão no Brasil, com previsão de lançamento a partir de 2019. Eu acredito que, 127 anos depois da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, esse é um passivo histórico que os brasileiros ainda não conseguiram resolver. O grande abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco afirmava que o Brasil estava condenado a continuar no atraso enquanto não resolvesse de forma satisfatória a herança escravocrata. Para ele, não bastava libertar os escravos. Era preciso incorporá-los à sociedade como cidadãos de pleno direito, o que até hoje não aconteceu de fato. Por essa razão, escolhi a escravidão como tema dessa nova trilogia. Acredito seja o assunto mais importante de toda a nossa história. 
O Brasil foi o maior território escravagista do hemisfério ocidental por mais de 350 anos. Estima-se que de um total de onze milhões de cativos africanos trazidos para as Américas 40% tiveram como destino as senzalas brasileiras. Foi também o país que mais tempo resistiu a por fim ao tráfico negreiro e o último do continente americano a abolir a mão de obra escrava pela chamada Lei Áurea, de Treze de Maio de 1888 – quatro anos depois de Porto Rico e dois depois de Cuba. O tráfico de escravos era um negócio gigantesco, que movimentava centenas de navios e milhares de pessoas dos dois lados do Atlântico. 
Tenho vários outros projetos em andamento, incluindo iniciativas na área audiovisual e livros em coautoria que serão anunciados em breve, mas a escravidão é o tema que vai dominar minha agenda pelos próximos seis ou sete anos. É um trabalho de longo prazo, para ser concluído em 2021 ou 2022, porque exige pesquisas exaustivas em bibliotecas, museus e centros de estudos no Brasil e outros países. A bibliografia é enorme, com centenas de livros publicados aqui e no exterior. Como são livros-reportagem, vou percorrer três continentes – África, Europa e Américas – com o objetivo de entrevistar pessoas e visitar dezenas de lugares relacionados à história da escravidão, como os pontos de onde partiam os navios negreiros na costa da África e as regiões de desembarque no Brasil, no Caribe e nos Estados Unidos. 
Espero que os leitores tenham paciência de aguardar por tanto tempo essa nova trilogia – e, principalmente, que gostem do resultado!"

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