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Resenha (56) - Trono de Vidro

Trono de Vidro

Sinopse:
Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.

Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.




Antes de se aventurar nas páginas do primeiro livro da série Trono de Vidro, saiba que esta deverá conter pelo menos 6 livros, segundo anunciado pela própria autora, e ainda tem uma porção de contos, ou se preferir, prequels que complementam a história apesar de não serem leituras obrigatórias para o entendimento.

A história gira em torno do mundo de Erilea, onde após cansativas guerras o reino de Adarlan, ou melhor, império de Adarlan conquistou todas  as demais nações sobre seu julgo em batalhas sangrentas onde a crueldade foi o principal destaque.

Com todos os ingredientes que todo bom livro de fantasia precisa ter, como magia, heróis e vilões, sangue, clãs e raças diferentes, Trono de Vidro surpreende por conseguir ser original em meio a um estilo considerado por muitos saturado.

A trama é desenvolvida em terceira pessoa pela visão de vários personagens mas a protagonista, Celaena Sardothien, é a principal personagem e a maior parte do livro acompanhamos através de seu relato.

Apesar de dar indícios de ser uma série longa, ao menos por este primeiro volume, parece que vai valer a espera  o investimento. O primeiro livro, homônimo à série, é uma história muito bem amarrada, onde a autora conseguiu desenvolver personagens fortes, fáceis de compreender e que nos dão a sensação de terem vida própria, tal o realismo de suas personalidades. Além disso, os diversos elementos inseridos nesse primeiro livro dão uma amostra do que está por vir e qualquer coisa que imaginemos sobre o futuro da história é no mínimo empolgante.


Como diz a sinopse, o livro conta a história de Celaena, a maior e mais perigosa assassina que Adarlan e todos os demais reinos já conheceram ou ouviram falar. Treinada desde muito jovem pelo Rei dos assassinos, Celaena se tornou uma arma poderosíssima, porém uma arma que só atende a SUS próprios comandos.

Apesar de seu sucesso a assassina é presa, ao que parece após ser traída, e enviada para uma mina de trabalhos forçados que nada mais é do que um campo de extermínio. Após um ano de sofrimento onde mal conseguiu sobreviver, ela é resgatada por nada mais nada menos que o Príncipe Dorian, filho do imperador que um dia jurou destruir. Mas esse fato por si só não é a maior surpresa de todas. Celaena recebe uma proposta do príncipe para se tornar sua campeã em um torneio que irá decidir o próximo campeão do Rei, entenda por campeão algo como um assassino particular, e se ela o servir por quatro anos terá enfim a sonhada liberdade.

Sem escolha, a assassina aceita participar do torneio que envolve diversas provas com risco de morte e duelos igualmente perigosos. Enquanto luta para se manter vencendo tem de lidar com a descrição, pois por ordens do príncipe ninguém pode saber quem ela é.

Mas todas as dificuldade do mundo ainda é pouco para a assassina. Além do torneio e dos treinamentos puxados ela se vê envolvida com magia, pratica banida do império a muito tempo e considerada extinta. Essa magia acaba se tornando outra ameaça a sua vida e a vida de todos ao redor e, mais uma vez sem escolha, Celaena se vê com os papéis invertidos quando ao invés de vilã, está prestes a se tornar uma heroína que é única que pode salvar todo o castelo.

Tudo isso acontece, é claro, enquanto seu jeito desleixado mas ao mesmo tempo doce, conquista não um, mas dois corações que jamais deveriam ser conquistados. Enquanto lida com mais situações de vida ou morte que um ser humano normal suportaria, Celaena luta contra seus próprios fantasmas e contra sentimentos  muito enterrados bem fundo em sua alma.

O que mais gostei no livro foi à originalidade da história e a personagem principal. Mulheres poderosas como protagonistas sempre dão um gostinho especial a história e o livro tem várias, sendo Celaena uma típica mulher Badass, poderosa e perigosa mas ao mesmo tempo mulher. Quanto a história, a autora conseguiu reinventar um pouco o gênero e mandou muito bem na criação do universo que idealizou.

O que não gostei do livro foi, talvez, o que considero o único clichê da história. Como todo livro de fantasia ou não, mas que é direcionado ao público jovem e se enquadra na categoria Young Adult, há um pequeno triangulo amoroso envolvendo a protagonista e dois homens poderosos, misteriosos, charmosos e etc. Não chega a ser incomodo como a maioria que vemos por ai, mas acho que poderia passar sem essa. Como é um primeiro livro em uma série, esperemos que o foco seja o mundo de Erilea não o coração da protagonista.

Sarah J. Maas
Trechinhos:

“Há algum tempo Celaena não sentia medo – não se permitia sentir medo. Todas as manhãs, quando acordava, repetia as mesmas palavras: Eu não terei medo. Durante um ano, essas palavras significaram a diferença entre se partir e ceder; evitaram que Celaena se despedaçasse na escuridão das minas.”

“Sem esperar uma resposta, Celaena caminhou pela biblioteca, arrastando o vestido pelo chão. Aproximou-se de uma prateleira e leu os títulos dos livros. Não reconheceu nenhum deles. Sorrindo, a assassina girava e corria pelo piso principal, passando as mãos pelos livros empoeirados. – Eu não sabia que assassinos gostavam de ler – gritou Chaol. Se ela morresse agora, seria totalmente feliz.”

“ – Quando tinha 12 anos, Arobynn Hamel decidiu que minha habilidade em esgrima com a mão esquerda não era suficiente. Então, me deu uma escolha: quebraria minha mão direita ou eu mesmo o faria. – A memória da dor pungente percorreu a mão de Celaena. – Naquela mesma noite, coloquei a mão na dobradiça de uma porta e a fechei. Abri a mão e quebrei dois ossos. Levou meses para melhorar, meses que passei usando apenas a mão esquerda.”

“Não sou uma mercadoria velha que você pode simplesmente admirar” – Celaena se aproximou. – Não sou uma atração de circo, e você não vai me usar como parte de algum desejo não satisfeito por aventura e satisfação! Motivo, sem dúvida, pelo qual me escolheu para ser sua campeã.”

Conclusão:
Trono de Vidro é um excelente livro de fantasia. Com uma mistura de épico e magia o livro, que é apenas o início de uma extensa série, é um excelente começo! Foi bom o suficiente para que me convença a acompanhar os próximos lançamentos e já encomendei o segundo volume lançado esse mês pela Galera. Se curte fantasia, provavelmente vai gostar de Trono de Vidro.

Autora: Sarah J. Maas
Livro: Trono de Vidro (Throne of Glass)
Editora: Galera Record (Bloomsbury Publishing)
Ano: 2013 (2012)
Páginas: 392

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