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Lançamentos de Agosto da Globo Livros

O Destaque deste mês é o livro de Leia Sales, A Playlist da Minha Vida, bastante aguardado pelo público.

O Livro dos Negócios - Vários Autores
O ser humano provavelmente pensa em negócios desde que aprendeu a se comunicar. Fazer trocas daquilo que temos por aquilo que queremos é uma atividade tão antiga quanto a própria ideia de posse. Em sua gênese está o impulso civilizatório: aprender a negociar fez com que nossos ancestrais deixassem de usar a força para tomar dos outros as coisas de que precisavam para viver. Foi um triunfo da comunicação sobre a violência, da sofisticação mental sobre a brutalidade física.
O livro dos negócios – mais um título da coleção As Grandes Ideias de Todos os Tempos, da Globo Livros – trata justamente dessa atividade inerentemente humana e seu poder transformador ao longo da história. Pesquisada e escrita por uma equipe de especialistas que reúne acadêmicos e autores de livros de negócios, a obra combina leveza e didatismo numa abordagem transversal da infinidade de temas relacionados aos negócios: da conversão de uma ideia em atividade rentável às habilidades de liderança e aos recursos humanos; da gestão financeira às estratégias empresariais; do marketing à produção e à pós-produção.
Assim como nos demais volumes da coleção – os best-sellers O livro da filosofia, O livro da psicologia, O livro da economia, O livro da política e O livro das religiões –, a criteriosa seleção de assuntos vem embalada num projeto editorial dinâmico, que convida à leitura. Gráficos ilustram conceitos-chave como mapeamento de mercado, mix de marketing e big data, enquanto esquemas lógicos destrincham as lições ocultas sob máximas consagradas ("o marketing é importante demais para ser deixado nas mãos do departamento de marketing", por exemplo).
Pequenos boxes espalhados pelas páginas contêm perfis de personalidades do moderno mundo dos negócios – dos capitães da indústria John Rockfeller e Henry Ford a Jack Welch e Steve Jobs, além de pensadores e estudiosos da área, como Theodore Levitt e Peter Drucker. Ao final do volume, um diretório lista uma série de personalidades das mais diversas áreas (designers industriais, líderes inspiradores, gurus de gestão, psicólogos e engenheiros, entre outros), cujas realizações exerceram impacto sobre o ambiente empresarial. O texto também reconhece a importância do trabalho de brasileiros como Roberto Civita e Ricardo Semler.
Obra de consulta útil na mesa de estudantes de administração de empresas, marketing e economia, O livro dos negócios é um suporte teórico obrigatório tanto para quem pensa em abrir uma empresa própria quanto para empreendedores já em plena atividade. Não se trata, porém, de uma obra para públicos exclusivos. A clareza com que os assuntos são apresentados torna a leitura atraente inclusive para leitores leigos – afinal os negócios desde sempre têm exercido influência determinante no modo como vivemos e nos relacionamos em sociedade.


O Tratado de Versalhes - Harold Nicolson
Em 1919, a Conferência de Paz de Paris reuniu 32 nações em torno da elaboração do acordo que deveria ser o marco de encerramento da Primeira Guerra Mundial – e, na visão triunfalista de alguns, o fim de qualquer possibilidade de novo conflito da mesma proporção. O resultado foi um dos maiores equívocos diplomáticos de todos os tempos. O tratado de Versalhes, que supostamente viria a pacificar o mundo, acabou por se tornar a semente de uma violência ainda maior, criando condições para a ascensão do nazismo na Alemanha e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, apenas vinte anos mais tarde.
O livro O tratado de Versalhes – mais um lançamento da Coleção Globo Livros História – revela com riqueza de detalhes os bastidores das negociações que formataram o documento. Tudo relatado por uma testemunha privilegiada daquele momento histórico: o escritor Harold Nicolson, que em 1919 atuou como membro júnior da delegação diplomática inglesa à Conferência de Paz de Paris.
Então um jovem diplomata especializado em questões territoriais, Nicolson descreve com lucidez a distância entre ações e intenções dos grandes líderes – entre eles, o presidente norte-americano Woodrow Wilson, o primeiro-ministro britânico David Lloyd George e o premiê francês Georges Clemenceau –, bem como as circunstâncias que levaram a escolhas irrefletidas, como, por exemplo, a pressão das massas por uma implacável reparação aos danos que o lado perdedor (sobretudo a Alemanha) causara aos países vencedores.
O título se divide em duas partes. Na primeira, o autor faz uma avaliação crítica do encontro diplomático, relacionando a desorganização, os erros, os infortúnios e as desavenças que levaram a um acordo final completamente diferente daquele que havia sido imaginado inicialmente como justo, viável e favorável ao restabelecimento da paz no continente europeu. A segunda parte do volume apresenta trechos selecionados do diário que Nicolson escreveu ao longo dos seis meses de missão diplomática, da abertura da conferência até a assinatura do tratado que praticamente decretou a ruína econômica da Alemanha.
Ao publicar este livro em 1933, o autor fez questão de esclarecer que, mais do que um registro histórico, buscou reproduzir a "infeliz e doentia atmosfera" da Conferência de Paz de Paris. Seis anos antes do início da Segunda Guerra, Nicolson garantia que desde 1919 muitos dos diplomatas envolvidos na elaboração do Tratado de Versalhes experimentaram "por longo tempo um sentimento de descrença, uma convicção de que a natureza humana, como uma geleira, se move apenas uma ou duas polegadas a cada mil anos".

Lonely Planet Londres - Vários Autores
Beba em um pub. Vá ao teatro em West End. Visite a National Gallery. Prove a culinária indiana. Passeie pelo Hyde Park. Pechinche nas feiras de Camden. Deslumbre-se com a vista lá de cima do London Eye – e do Shard, o arranha-céu londrino novinho em folha. Depois, beba em outro pub. A lista de afazeres é longa, porque estamos falando de uma capital como poucas. A nova edição do guia Lonely Planet: Londres, lançamento da Globo Livros, atualiza você sobre as novidades e relembra as atrações clássicas dessa metrópole charmosa, diversificada e moderníssima.
A novidade para lá de especial, que fará os fãs de literatura correrem para comprar logo a passagem, é o Charles Dickens Museum. A casa do famoso romancista ganhou uma reforma de módicos 3,5 milhões de libras e agora conta com tecnologia de ponta em suas exposições. Mas os menos intelectuais também têm bons motivos para voltar a Londres, como o teleférico da Emirates Air Line, que cruza o Tâmisa partindo das docas de East London, e o estiloso mercado da Maltby Street.
Para os amantes da arte, a William Morris Gallery, antiga casa do líder do movimento Arts&Crafts, é a atração do momento. Aliás, a arte se espalha por todos os cantos de Londres. Quem busca pioneirismo vai se esbaldar em seus museus, como na maravilhosa Tate Modern. Gostos mais tradicionais são atendidos pela belíssima coleção do British Museum. O Victoria & Albert, que nos transporta à realeza, é um clássico imperdível.
Moderna, mas também histórica. Londres exibe em suas ruas um passado remoto, como na grandiosidade arquitetônica de West End e em seus monumentos únicos, como o Buckingham Palace, a Tower of London, o Big Ben e a Westminster Abbey. E tem também culinária de ponta, pessoas descoladas e baladas de outro planeta. Parece coisa demais para explorar? Pois é mesmo. Por isso, o guia reúne dicas preciosas para você se organizar: conhecer um bairro por dia, almoçar em vez de jantar para economizar, noções de preço, entre muitas outras.
Além das sugestões que só a Lonely Planet sabe dar, as quase 500 páginas do livro cobrem detalhadamente cada bairro da cidade, como os célebres Notting Hill, Chelsea e Kesington. Seções especiais contam a história da capital inglesa, para o leitor mergulhar na sua incrível atmosfera – da Londres medieval à Londres atual, passando pela Londres elisabetana e pela Londres punk, entre muitas outras – antes mesmo de embarcar no avião. Mapas coloridos facilitam a vida do viajante, assim como um glossário que ajuda você a se comunicar no dia a dia.
Quatro escritores diferentes dão de bandeja seus insights sobre a cidade, cada qual enfatizando um de seus aspectos. Quando essa metrópole espetacular erguer-se diante dos seus olhos, você saberá exatamente o que fazer.

A Playlist da Minha Vida – Leila Sales
Elise Dembowski nunca foi popular na escola. Ninguém conversava com ela na hora do intervalo nem a convidava para sair no fim de semana. Pior. Ninguém jamais se interessou em saber o que tanto a ela escutava em seu iPod: playlists com o melhor da música pop, único território em que Elise se sente confortável e confiante.
Diante de seu desajuste em relação à maioria, a adolescente tenta de tudo – inclusive a mais radical das saídas, felizmente sem sucesso. No auge de seu solitário desespero, o acaso a leva até a porta de uma balada noturna, via de acesso para um mundo completamente novo, cheio de som e diversão, no qual sua veneração por música funciona como senha para inclusão em um inédito círculo de amizades.
As festas noturnas do Start – o melhor clube underground do mundo – tornam-se o lugar onde a felicidade, a aceitação social e até o amor são possíveis para Elise. Não demora muito para que um misterioso bullying eletrônico e a habilidade da garota como DJ coloquem em confronto este universo com a dura realidade cotidiana.
A playlist da minha vida é uma vibrante fábula pop que lida com temas recorrentes nas obras contemporâneas para jovens: exclusão, invasão de privacidade, resgate de autoestima e muita trilha sonora. Escrito pela americana Leila Sales, o livro se ambienta em dois cenários: o escolar, com sua dinâmica de poder juvenil baseada em “popularidade”, e o da cena noturna, em que adolescentes ensaiam seus primeiros voos para uma existência adulta.

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