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Entrevista com Koushun Takami - Autor de Battle Royale

Estadão entrevistou o autor por e-mail, confira alguns trechos da entrevista.

Publicado por: Estadão.

Quando foi publicado no Japão, em 1999, o livro Battle Royale, do jovem Koushun Takami, tornou-se um dos mais vendidos e um dos mais controversos romances lançados no país. O motivo era sua trama assustadora: no final do século passado, um governo autoritário e repressivo enfrenta uma recessão econômica e, por isso, tentar limitar o poder de expressão da população. Para isso, é criada uma lei que obriga o sorteio de uma classe de estudantes para participar de um jogo em que a principal regra é matar uns aos outros, até restar apenas um.


Assim, sob o pretexto de viajar em excursão, 42 alunos são enviados para uma ilha deserta onde recebem diversos tipos de arma. Sem alternativa, eles iniciam a matança. Passados 15 anos, Battle Royale continua intrigante, como prova a versão em português lançada agora pela editora Globo e traduzida diretamente do japonês.


Estadão - Seu estilo de escrita, especialmente nos monólogos interiores, é muito particular. Como é o processo de trabalho da criação dessa escrita?

Takami - Para ser sincero, não acho que a forma como escrevo meus monólogos seja tão especial. Em obras de vários escritores que li (caso de japoneses como Hideyuki Kikuchi, Saeko Himuro), essa é uma forma de escrever relativamente comum. Não estaria eu apenas sendo influenciado por eles? Porém, eu próprio sinto que escrevo muito na terceira pessoa com um jeito de primeira pessoa. Até hoje, não consigo escrever bem se não for em uma terceira pessoa desse tipo.


Estadão - A violência, embora sangrenta, está presente em alguns dos momentos mais belos do livro. Qual é a função da violência em seu trabalho?

Takami - Talvez não seja uma resposta completa a esta pergunta, mas sinto que violência e destruição são coisas “fáceis”. Leva-se tempo para construir algo, mas destruir é fácil. Bem ou mal vivemos em um mundo onde se amplia esse tipo de “facilidade”.


Clique aqui para ver a entrevista na integra.

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